Rebanho bovino de Rondônia é monitorado contra a raiva

Rebanho bovino de Rondônia é monitorado contra a raiva

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

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 Rondônia é uma área livre da febre aftosa e exporta carne bovina para vários países, principalmente por conta da qualidade. O sucesso do programa de vacinação que mantém o rebanho livre da aftosa tem repercutido no Brasil e no Exterior, fato que contribui para o crescimento do volume de carne bovina exportada. Além disso, o governo Estadual mantém um programa de monitoramento permanente contra a raiva, transmitida por morcegos hematófagos, que sugam o sangue do animal e transmitem o vírus da doença. Um caso de raiva bovina foi registrado este ano no município de Novo Horizonte, no interior do Estado, e todas as providências foram tomadas, conforme informou o médico veterinário Dalmo Bastos Sant’Anna, da  Agência de Defesa Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron), que coordena no Estado o Programa Nacional de Controle de Raiva dos Herbívoros (bovinos, bubalinos, equinos, caprinos e suínos). Segundo ele, a constatação de um caso de raiva leva os técnicos da Idaron a agir no local e no seu entorno com a vacinação imediata de todo o rebanho existente na área, além de observar e monitorar as colônias de morcegos hematófagos.
 
Rondônia é uma área livre da febre aftosa e exporta carne bovina para vários países, principalmente por conta da qualidade. O sucesso do programa de vacinação que mantém o rebanho livre da aftosa tem repercutido no Brasil e no Exterior, fato que contribui para o crescimento do volume de carne bovina exportada. Além disso, o governo Estadual mantém um programa de monitoramento permanente contra a raiva, transmitida por morcegos hematófagos, que sugam o sangue do animal e transmitem o vírus da doença. Um caso de raiva bovina foi registrado este ano no município de Novo Horizonte, no interior do Estado, e todas as providências foram tomadas, conforme informou o médico veterinário Dalmo Bastos Sant’Anna, da  Agência de Defesa Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron), que coordena no Estado o Programa Nacional de Controle de Raiva dos Herbívoros (bovinos, bubalinos, equinos, caprinos e suínos). Segundo ele, a constatação de um caso de raiva leva os técnicos da Idaron a agir no local e no seu entorno com a vacinação imediata de todo o rebanho existente na área, além de observar e monitorar as colônias de morcegos hematófagos.
 
A raiva é uma zoonose presente no Estado, fato que requer o controle das colônias de morcegos, tendo em vista que não é possível erradicar a doença que afeta os animais herbívoros, de acordo com Dalmo Bastos Sant’Anna. Ações de controle do morcego que se alimenta do sangue dos animais são realizadas em todo o Estado, mas, conforme observou o médico veterinário da Idaron, desmatamento e queimadas influenciam diretamente nas colônias de morcegos, dificultando o monitoramento e o controle. Dalmo Sant’Anna informou que quando algum caso de raiva é constatado, a Idaron providencia a coleta de material do animal, que é enviado para exames em laboratório especializado fora do Estado.Técnicos da Idaron atuam na área de educação sanitária com palestras e distribuição de material informativo, objetivando orientar e alertar os pecuaristas para que se mantenham vigilantes. “Não se deve tocar nos animais doentes, e a existência da doença ou a morte de animais com suspeita de raiva devem ser comunicados à agência Idaron”, recomenda Dalmo Sant’Anna. O médico veterinário orienta que os bovinos, bubalinos, equinos, caprinos e ovinos devem ser vacinados anualmente contra a raiva, e que quando o animal for vacinado contra a raiva pela primeira vez deverá receber um reforço após 30 dias.
 
Vaca louca também preocupa
 
Com relação à vaca louca (síndrome neurológica que ataca o sistema nervoso central dos animais), a Idaron realiza o trabalho sistemático em todas as propriedades rurais do Estado. “A doença não existe no Brasil e todo o trabalho de fiscalização e monitoramento, com atuação nos processos de importação e no rebanho interno, é feito justamente para evitar que ela entre no País”, disse Dalmo Sant’Anna. Ele informou que os animais confinados oferecem maior risco para a pecuária por conta da sua alimentação balanceada e diferenciada.
 
Diante desse risco, Dalmo Sant’Anna afirmou que é terminantemente proibido alimentar ruminantes com cama de frango, farinha de carne e resíduos da criação de suínos, além de ossos ou outro produto que contenha em sua composição proteína de origem animal, tendo em vista que isso pode desencadear a doença. “A vaca louca é uma doença que atua no sistema nervoso central dos bovinos e pode atingir os seres humanos por meio da ingestão de carne contaminada. Por isso mesmo é preciso que haja um controle rigoroso e que os pecuaristas sigam todas as orientações preventivas”, alerta o médico veterinário, acrescentando que o trabalho também é realizado junto aos frigoríficos para que informem à Idaron os casos suspeitos. “Todo esse cuidado visa garantir a qualidade da carne rondoniense, cuja qualidade é enaltecida no Exterior. Por conta disso, o controle é fundamental”, concluiu.
 
 DIÁRIO DA AMAZÔNIA 

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